Em meio aos problemas enfrentados pelo hospital e à agonia dos pacientes, a angústia. Familiares sofriam na recepção a ansiedade de aguardar notícias sobre seus parentes e a dor do desejo irrealizado de vê-los receber o tratamento adequado. “É um absurdo o que passamos aqui”, disse o sargento do Corpo de Bombeiros David da Silva. O irmão dele, Lenildo Pereira da Silva, de 49 anos, acidentou-se de moto em Caruaru, no Agreste, e viveu uma peregrinação.
“Fomos do Hospital Regional do Agreste para o Hospital da Restauração, de lá, fomos transferidos para o HGV, às 23h (de anteontem). Disseram que não havia espaço aqui (HGV). Voltamos para o HR e, depois, para cá, às 3h. Até às 9h, não sabíamos se ele ia ser operado. Agora (16h), não sabemos do que lhe ocorreu”, queixou-se. Enice Borges Pinto também reclama da demora. A irmã dela, Astrogilda Muniz, 80, quebrou a perna e foi levada ao Getúlio às 13h. “Só vieram lhe dar uma injeção para dor depois de horas”.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) enviou uma nota à Folha.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) enviou uma nota à Folha.
O texto diz que “apesar da sobrecarga dos pacientes nos finais de semana, causada pelo fechamento das policlínicas e serviços de pronto-atendimento municipais nos sábados, domingos e feriados, o HGV vem atendendo normalmente os pacientes, com prioridade para os casos mais graves”. A SES informou que já está autorizada pela Secretaria de Administração a contratar 272 profissionais para o HGV e Hospital Otávio de Freitas. O edital deve ser publicado em junho deste ano.


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