22 de mai. de 2008

Quadrilha faz arrastão na Conde da Boa Vista

Pelo menos 20 pessoas tiveram objetos roubados durante um arrastão, anteontem à noite, no Centro do Recife. O fato aconteceu por volta das 23h, na Avenida Conde da Boa Vista, uma das principais vias da cidade. Vítimas acionaram a Polícia Militar que chegou ao local e conseguiu deter seis pessoas, entre elas cinco adolescentes com idades entre 14 e 17 anos. Um sétimo suspeito conseguiu fugir.

O arrastão teve início no cruzamento da Conde da Boa Vista com a Rua Gervásio Pires. Sem portar objetos cortantes, facas ou armas de fogo, os jovens teriam roubado bonés, relógios e carteiras porta-cédulas.

De acordo com os policiais militares que participaram da operação para prender os acusados, várias chamadas foram realizadas para o Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods).
“Recebemos duas chamadas do local e já fomos para lá. Encontramos os suspeitos correndo e ainda conseguimos pegar seis deles. Um fugiu. Mas não é de hoje que esse grupo faz arrastão naquela área”, afirmou o soldado Gervásio da Silva. Segundo ele, mais de 20 pessoas tiveram objetos roubados durante o arrastão.

O único maior de idade do grupo foi o garoto de programa Idinei José Gomes de Oliveira, 18 anos. Ele foi autuado em flagrante por furto e formação de quadrilha no plantão da Delegacia de Santo Amaro e depois encaminhado ao Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.

Na delegacia, ele negou o crime. “Não fiz arrastão nenhum. Quem fez foram os menores. Disse para eles não fazerem isso. Fiquei só olhando”, garantiu. Ele assegurou que estava no local porque faz programa em frente a uma boate na Conde da Boa Vista.

Os policiais militares levaram os cinco jovens para a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA). Lá, o grupo também negou participação no arrastão e explicou por que correu da polícia.
“Um cara passou numa moto falando besteira, ameaçando a gente. Aí a polícia chegou. Saímos correndo com medo que os policiais fizessem alguma coisa de ruim com a gente. Mas não fizemos arrastão em lugar nenhum”, comentou um dos adolescentes.

Os jovens foram levados ao Ministério Público de Pernambuco e de lá seguiram para unidades da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), onde ficam à disposição da Justiça.

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