29 de mai. de 2008

Servidores estaduais da Saúde decidem entrar em greve

Os servidores estaduais de Saúde decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a partir da próxima quarta-feira (4). A decisão foi tomada em assembléia realizada na manhã desta quinta-feira (29), no auditório do Hospital da Restauração, após a categoria rejeitar a proposta de reajuste oferecida pelo Governo do Estado.

Os cerca de 300 servidores que estiveram na assembléia não aceitaram a proposta do governo de reajustar os salários em 5% e decidiram aprovar a greve. Apesar da decisão, a paralisação terá início na quarta-feira para que haja tempo de mobilizar os servidores de todo o Estado.

Após a reunião, os servidores farão um ato público na Avenida Agamenon Magalhães, em frente ao Hospital da Restauração.

27 de mai. de 2008

Eis o nosso futuro!

Por Rodrigo Carvalho
No decorrer da semana que passou, mais precisamente na quinta-feira (23), o vigilante de uma farmácia, na Torre, Zona Oeste do Recife, atirou contra três crianças que praticavam furtos na localidade. Um dos garotos, de 12 anos, foi atingido por um tiro na perna esquerda. Os outros dois, com a mesma idade, foram levados para a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA).

Na GPCA, os meninos (foto) admitiram os furtos. Não demonstraram arrependimento. Nas mãozinhas que imitam armas está o nosso futuro.
Por enquanto, elas só fazem alusão. Amanhã, certamente, portarão revólveres e pistolas reais. Algo há de ser feito por elas, urgentemente. Caso contrário, não terão outra alternativa: serão vítimas ou algozes da nossa violência diária.

Foto: Alexandro Auler/JCImagem

Atropelado por três tiros e entregue ao descaso

Por Eduardo Machado

Em maio do ano passado, a Secretaria de Defesa Social afirmou, por escrito, que o ex-presidiário José Carlos da Silva Santos havia morrido em um acidente de trânsito no dia 19 daquele mês.Era a tentativa de desacreditar uma lista de mortos em um fim de semana publicada pelo PEbodycount.

Apuramos o ocorrido com José Carlos e comprovamos que ele foi assassinado a tiros, no Conjunto Marcos Freire, em Jaboatão dos Guararapes.Outros dois casos de morte, também contestados pela SDS foram comprovados como assassinato.Um ano depois, retornei ao caso do ex-presidiário.

A Polícia Civil informou que o caso estava a cargo da Delegacia de Prazeres. Na delegacia, após uma busca nos arquivos, a pasta com o inquérito foi localizada embaixo de centenas de outras em um armário velho.

Tudo que a polícia fez a respeito foi juntar o boletim de ocorrência que registrou o assassinato do ex-presidiário à portaria de instalação do inquérito.

Isso mesmo. Um ano depois de dizer que o cidadão não havia sido executado, mas atropelado, nossas autoridades conseguiram produzir duas folhas de papel no inquérito.Para a família de José Carlos, assim como milhares de parentes de pernambucanos mortos todos os anos sobrou a resignação.

"Eu já entreguei a Deus", disse a mãe do rapaz, Cícera Maria da Silva, que eu encontrei no último dia 19, chorando e agarrada com duas fotos: a do filho morto e a do neto, filho de José Carlos de cinco meses, que ele nem chegou a conhecer.

http://www.pebodycount.com.br/


Domingos Ferreira: se era ruim, vai ficar pior

Os moradores da Zona Sul que enfrenta o dramático Corredor Leste-Oeste, na Boa Vista, vai penar ainda mais para chegar em casa. As duas faixas da Avenida Domingos Ferreira, em Boa Viagem, já foram interditadas desde as 7h, para obra de esgoto da Compesa. O inferno astral para o cidadão recifense vai durar 30 dias.

Se o trânsito já era um caos no local, vai ficar bem pior.

Sem rotas de fuga, resta apenas a Mascarenhas de Moraes. Porém, para chegar lá o motorista vive um outro drama, além do congestionamento: os assaltos. Realmente, o problema do trânsito será um dos principais motes de campanha este ano para os candidatos à Prefeitura do Recife.

26 de mai. de 2008

Cadê a polícia?

Santa Maria da Boa Vista viveu momentos de terror, sexta-feira passada, com um arrastão. Armados, bandidos assaltaram o comércio e saquearam caminhões na BR. A polícia ficou imóvel, pois não tinha uma só viatura à sua disposição, segundo revela o prefeito Leandro Duarte.

http://www.blogdomagno.com.br



22 de mai. de 2008

Facções rivais assustam moradores

A atuação de grupos criminosos em comunidades da Capital pernambucana, vem preocupando a polícia. Nos últimos três dias foram registrados, pelo menos, três tiroteios em comunidades localizadas na área central e na Zona Sul. Dois deles ocorreram na Ilha do Destino, em Boa Viagem, e tiveram como protagonistas, segundo a polícia, integrantes de facções diferentes de uma mesma quadrilha.
O resultado das trocas de tiros foi dois mortos - o encanador Luís Gonzaga da Silva Filho, de 56 anos, na segunda-feira; e o foragido da Penitenciária Agro-Industrial São João (PAISJ) Flávio Alves, 21, na terça-feira - e um ferido. O outro tiroteio, na tarde da última terça, no bairro de Santo Amaro, deixou duas pessoas feridas. O policiamento do bairro continua sem alterações. Em Boa Viagem, o Batalhão de Radiopatrulha voltou a ajudar no policiamento do bairro.

A polícia acredita que os casos registrados nos últimos dias fazem parte de ações isoladas. Porém, para o tenente-coronel Antônio Oliveira, comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM), responsável pelo policiamento do bairro da Zona Sul, a disputa pelo comando do tráfico de drogas motiva a maioria das investidas. “Nosso serviço reservado, junto com a Delegacia de Boa Viagem, já conseguiu identificar pelo menos cinco pessoas que participaram das ações na Ilha do Destino. Só falta pegá-los”, declarou.

Na manhã de ontem, uma denúncia anônima informou que estaria havendo mais um tiroteio na comunidade - o terceiro em três dias. Duas viaturas foram acionadas, porém, nada foi constatado. O coronel acredita que o fato foi uma tentativa de causar pânico à população. Outro bairro da Zona Sul com grande número de casos de criminalidade é o Ibura, onde, segundo Oliveira, o policiamento vem dando certo. “Temos dez viaturas espalhadas pelo Ibura e Jordão que, junto a Polícia Civil, atua de maneira ostensiva. Em Boa Viagem, a partir de hoje (ontem) a Radiopatrulha está voltando às ruas”, disse.

Em Santo Amaro, duas pessoas saíram feridas de um tiroteio na tarde de anteontem. A polícia acredita que o fato também foi praticado por gangues que disputam a liderança do tráfico de drogas. Entretanto, não é apenas aquele bairro que sofre com a ação de bandos rivais. As comunidades do Coque e dos Coelhos também recebem atenção redobrada da polícia. Segundo comandante do 16º BPM, Paulo Cabral, responsável pelo policiamento desses bairros, existem duas operações que abrangem as comunidades.

“Começamos a registrar e mapear as ocorrências nesses locais e lançamos duas ações. A primeira delas é a Contra Resposta, que são duas viaturas que atuam 24 horas por dia na área. Ainda temos o Grupo de Operações Táticas Temporárias Avançadas (Gotta), que trabalha nos dias que consideramos mais críticos”, explicou. O comandante ainda acrescentou que, nos próximos dias, se reunirá com representantes da Polícia Civil para traçar um plano de metas de atuação.

Quadrilha faz arrastão na Conde da Boa Vista

Pelo menos 20 pessoas tiveram objetos roubados durante um arrastão, anteontem à noite, no Centro do Recife. O fato aconteceu por volta das 23h, na Avenida Conde da Boa Vista, uma das principais vias da cidade. Vítimas acionaram a Polícia Militar que chegou ao local e conseguiu deter seis pessoas, entre elas cinco adolescentes com idades entre 14 e 17 anos. Um sétimo suspeito conseguiu fugir.

O arrastão teve início no cruzamento da Conde da Boa Vista com a Rua Gervásio Pires. Sem portar objetos cortantes, facas ou armas de fogo, os jovens teriam roubado bonés, relógios e carteiras porta-cédulas.

De acordo com os policiais militares que participaram da operação para prender os acusados, várias chamadas foram realizadas para o Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods).
“Recebemos duas chamadas do local e já fomos para lá. Encontramos os suspeitos correndo e ainda conseguimos pegar seis deles. Um fugiu. Mas não é de hoje que esse grupo faz arrastão naquela área”, afirmou o soldado Gervásio da Silva. Segundo ele, mais de 20 pessoas tiveram objetos roubados durante o arrastão.

O único maior de idade do grupo foi o garoto de programa Idinei José Gomes de Oliveira, 18 anos. Ele foi autuado em flagrante por furto e formação de quadrilha no plantão da Delegacia de Santo Amaro e depois encaminhado ao Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.

Na delegacia, ele negou o crime. “Não fiz arrastão nenhum. Quem fez foram os menores. Disse para eles não fazerem isso. Fiquei só olhando”, garantiu. Ele assegurou que estava no local porque faz programa em frente a uma boate na Conde da Boa Vista.

Os policiais militares levaram os cinco jovens para a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA). Lá, o grupo também negou participação no arrastão e explicou por que correu da polícia.
“Um cara passou numa moto falando besteira, ameaçando a gente. Aí a polícia chegou. Saímos correndo com medo que os policiais fizessem alguma coisa de ruim com a gente. Mas não fizemos arrastão em lugar nenhum”, comentou um dos adolescentes.

Os jovens foram levados ao Ministério Público de Pernambuco e de lá seguiram para unidades da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), onde ficam à disposição da Justiça.

12 de mai. de 2008

Superlotação e tumulto na emergência do HGV

Médicos e pacientes reclamam de tratamentos desumanos
Na emergência, 186 deram entrada desde às 7h. Homem foi entubado sentado.

Por Tiago Barbosa. Foto: Marcos Pastich

“A medicina é impraticável aqui”. O que leva um médico a afirmar categoricamente a impossibilidade de exercer seu ofício? A resposta está na situação vista, ontem, na emergência do Hospital Getúlio Vargas (HGV), na Caxangá, no Recife. O número insuficiente de profissionais para atender os pacientes se somou à ausência de uma estrutura adequada para acomodar a demanda e produziu um cenário desumano: doentes à espera de atendimento ou recebendo assistência no chão, corredores intransitáveis e demora de horas para a elaboração de diagnósticos. De um lado, profissionais se desdobrando para garantir assistência a todos. Do outro, pessoas expostas a improvisos forçados pela precariedade. Imagem fornecida por um plantonista dimensiona o problema: um senhor de 51 anos com dificuldades respiratórias chegou a ser entubado enquanto estava sentado em uma cadeira de rodas porque não havia macas para deitá-lo - ele acabou falecendo.


Às 16h, o HGV registrava que 186 pacientes haviam dado entrada na emergência desde às 7h. Painel exibido próximo ao posto policial dava conta de que a ocupação do dia anterior era de 146 e de que a capacidade estava fixada em 60 pessoas. Um médico-plantonista - que preferiu manter a identidade sob sigilo - disse à Folha que não havia sequer espaço para passagem dos doentes. “Há filas duplas de maca, pessoas deixadas no chão. Se alguém precisar chegar ao médico não consegue”, observou. A quantidade de profissionais, segundo ele, abaixo do necessário, pôs em risco os atendimentos. Segundo o plantonista, apenas um auxiliar de enfermagem estava encarregado de controlar a medicação e prestar assistência a mais de 50 pacientes. A carência também se tornou obstáculo, acrescentou, para a reposição de material. “Não temos máscaras, gaze, produtos básicos. Não tem quem os reponha, já que os que fariam isso estão sobrecarregados. Sentimos falta de enfermeiros e auxiliares por aqui”.


No plantão, havia três cirurgiões, dois ortopedistas, quatro clínicos-gerais e dois cirurgiões vasculares. Segundo o profissional entrevistado pela Folha, uma quantia aquém do ideal. “Precisaríamos, no mínimo, do dobro de cirurgiões, de clínicos e do triplo de ortopedistas”, afirmou. O plantão não contava com a presença de neurocirurgiões. “Se aparecesse alguém com um acidente vascular cerebral (AVC), acidente crânio-encefálico ou traumatismo crânio-encefálico grave, não teríamos como atender”, frisou.


A denunciada falta de funcionários obrigou parentes a prestar por conta própria o socorro aos familiares. Muitos se sentavam no chão da emergência para oferecer ajuda, em meio à agonia dos pacientes e à superlotação dos corredores. Apesar de crítico, o quadro não surpreendeu o plantonista. “O que vemos hoje, na verdade, está um pouco além do usual, que já é caótico. Já atendi baleados no chão. E, quando digo no chão, é no chão mesmo, e não sobre um lençol. Revolta o governo dizer que a saúde está boa. O hospital está desmoronando”, declarou. À noite, o Raio X da unidade quebrou.



Familiares vivem horas de angústia

Em meio aos problemas enfrentados pelo hospital e à agonia dos pacientes, a angústia. Familiares sofriam na recepção a ansiedade de aguardar notícias sobre seus parentes e a dor do desejo irrealizado de vê-los receber o tratamento adequado. “É um absurdo o que passamos aqui”, disse o sargento do Corpo de Bombeiros David da Silva. O irmão dele, Lenildo Pereira da Silva, de 49 anos, acidentou-se de moto em Caruaru, no Agreste, e viveu uma peregrinação.
“Fomos do Hospital Regional do Agreste para o Hospital da Restauração, de lá, fomos transferidos para o HGV, às 23h (de anteontem). Disseram que não havia espaço aqui (HGV). Voltamos para o HR e, depois, para cá, às 3h. Até às 9h, não sabíamos se ele ia ser operado. Agora (16h), não sabemos do que lhe ocorreu”, queixou-se. Enice Borges Pinto também reclama da demora. A irmã dela, Astrogilda Muniz, 80, quebrou a perna e foi levada ao Getúlio às 13h. “Só vieram lhe dar uma injeção para dor depois de horas”.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) enviou uma nota à Folha.
O texto diz que “apesar da sobrecarga dos pacientes nos finais de semana, causada pelo fechamento das policlínicas e serviços de pronto-atendimento municipais nos sábados, domingos e feriados, o HGV vem atendendo normalmente os pacientes, com prioridade para os casos mais graves”. A SES informou que já está autorizada pela Secretaria de Administração a contratar 272 profissionais para o HGV e Hospital Otávio de Freitas. O edital deve ser publicado em junho deste ano.

9 de mai. de 2008

Delegado do Grupo de Operações Táticas é assaltado em Carpina, onde mora. Não é a primeira vez.

O delegado do Grupo de Operações Táticas (GOT, no Espinheiro) da Polícia Civil, João Gaspar Souza, que teve o carro roubado por dois assaltantes na manhã desta sexta-feira (9), em Carpina, na Zona da Mata Norte, já havia sido baleado, ano passado, na perna, quando chegava à casa do pai, no bairro do Cajé, na mesma cidade de Carpina, onde mora sua família.


Licitação milionária da bilhetagem eletrônica da EMTU volta a ser contestada, já na fase de habilitação

Na quarta-feira, sob o título Começa disputa pela bilhetagem, o colunista Fernando Castilho, de Economia, tratou por alto dos problemas na licitação da bilhetagem eletrônica.

Escreveu o seguinte: Começou, na comissão especial de licitação da EMTU para a concorrência da bilhetagem eletrônica do Sistema de Transporte Público de Passageiros da RMR, o confronto pelo contrato de serviço de quatro anos. Foram habilitadas a Tacom, APB Prodata, Dataprom, DWA, M.I. Montreal, Trends e Empresa 1. Em tese, essas empresas estariam aptas a apresentar a proposta técnica no próximo dia 12. Mas vai haver recursos já na fase administrativa. O contrato de licitação tem um valor de referência de R$ 7,7 milhões.

Comento: Como ocorre sempre com uma licitação milionária, já há uma lista de supostas irregularidades levantadas pelos concorrentes nessa primeira fase da licitação, referente à habilitação das empresas.

Segundo fontes com acesso ao processo, a Comissão Especial de Licitação da EMTU teria aprovado a participação de licitantes que não atendem às exigências definidas pelo edital para a fase de licitação da CP 001/2008-CEL. São documentos básicos e necessários a qualquer licitação.

Durante a publicação do resultado de habilitação, a Comissão Especial de Licitação da EMTU / Recife teria cumprido com a lei e não expôs os fundamentos nos quais a decisão é apoiada, o que pode anular a decisão.

São exemplos de irregularidades apontadas, a aceitação de atestados de experiência para a qualificação técnica sem qualquer pertinência com o objeto da licitação, habilitação de empresa que não comprovou regularidade com a Fazenda Pública Federal, nem junto à Seguridade Social (INSS), habilitação de empresa que não apresentou certidão negativa de recuperação extrajudicial, além de habilitação de empresa que apresentou certidão de regularidade com a Fazenda Municipal vencida, aceitação de declaração de visita técnica realizada antes da publicação do edital e habilitação de empresa que deixou de apresentar prova de regularidade com a Fazenda Estadual de Pernambuco.

A conferir.

Na foto: Dilson Peixoto, presidente da EMTU.

http://jc.uol.com.br/blogs/blogdejamildo/index.php


8 de mai. de 2008

Pacto pela Vida completa um ano sem atingir meta

O Pacto pela Vida, principal aposta do governo Eduardo Campos para combater a violência no Estado, completa um ano sem atingir a principal meta: reduzir em 12% o número de homicídios em Pernambuco. A comparação utilizada pelo governo, que leva em conta o período entre maio de 2006 e abril de 2007 e maio de 2007 e abril de 2008, aponta uma redução em torno de 7%.

A retração no número de assassinatos não é inédita no Estado. De acordo com números oficiais da Secretaria de Defesa Social (SDS), desde 1999, por cinco vezes, a taxa de assassinatos por 100 mil habitantes apresentou queda de um ano para outro.


Em 2002 e 2004, por exemplo, Pernambuco experimentou reduções até maiores do que a registrada agora, 7,6% e 8,4% respectivamente. O governador Eduardo Campos declarou, há uma semana, durante o VII Fórum de Governadores do Nordeste, em Alagoas, que a retração apresentada neste ano quebrava uma série histórica de elevação das taxas.

Em entrevista a uma emissora de televisão, em rede nacional, há duas semanas, foi mais específico ao afirmar que, nos últimos dez anos, o número de homicídios em Pernambuco nunca havia caído. “Depois de mais de dez anos de homicídios só subindo em Pernambuco, estamos caindo em 8%”, assegurou.

O balanço oficial da SDS mostra o contrário. Em 1999 e 2000 foram registradas duas reduções seguidas, de 5,6% e 2,5%. Um ano depois, o percentual aumentou 8,6%. Em 2002, o índice caiu 7,6% e voltou a subir 1,6% em 2003. Em 2004, o Estado alcançou uma diminuição de 8,4%, a maior desde 1999. Nos dois anos seguintes, os índices apresentaram elevação de 5,7% e 2,8%.

Este ano, o Estado resolveu, para efeito comparativo, considerar os dados só a partir de maio, mês referência de lançamento do Pacto pela Vida. Se for considerado o período de janeiro a dezembro, como era realizado em todos os anos anteriores, a redução é de 2% de 2006 para 2007.

AVALIAÇÃO

O professor do departamento de Ciências Administrativas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e especialista em planejamento estratégico Wilson Magela considera que, mais importante do que a redução, é o Estado apontar os motivos que levaram à diminuição de 7%. “Não adianta reduzir o número de homicídios e não saber o porquê desta queda. Este é o principal desafio.”

Em relação ao não cumprimento da meta, o professor informou que ela pode ter sido superestimada ou então ocorrido algum erro durante a execução do plano. “Planejamento é algo dinâmico. Todos os dias, por exemplo, você sai de casa e faz o mesmo caminho em seu carro. Você pode fazer um planejamento de quanto vai gastar de gasolina. Mas pode ocorrer uma batida e você pegar uma carona. Todo planejamento apresenta os limites máximos e mínimos.”

Magela defende um debate amplo. “É importante fazer um checklist. É preciso verificar as metas que foram cumpridas e as que deixaram de ser”, informou. O professor destaca que o estudo da oscilação das taxas de homicídios nos últimos anos é de extrema importância para atingir melhores resultados no futuro. “É preciso saber o que aconteceu nos anos que houve redução.”

7 de mai. de 2008

Um ano do “Pacto Pela Vida”: a radiografia de um governo em disfunção

Por Breno Rocha

Ao completar um ano da implantação, ou melhor dizendo, do anúncio do Plano Estadual de Segurança Pública (PESP), também denominado de “Pacto Pela Vida”, toda a sociedade – excitada, principalmente, pelo interesse jornalístico – aguarda a avaliação do Governo sobre o não cumprimento do principal compromisso assumido; qual seja, a meta da redução em 12% dos homicídios em Pernambuco. Isto é, a sociedade aguarda o “mea-culpa” do Executivo acerca do não cumprimento sobre o que havia pactuado.

Não obstante a “meta” estabelecida constituir-se, pelo menos nos primeiros doze meses de vigência do “Pacto”, num estandarte da política de segurança pública do Governo, o conjunto das medidas anunciadas no documento divulgado há um ano é, por si mesmo, um importante referencial para a avaliação sobre a sincronia ou o assincronismo entre o comando do Executivo e seus órgãos operativos. Tomando por analogia o corpo humano, os membros (braços e pernas), por exemplo, precisam ser capazes de, em condições normais, cumprir o determinado pelo cérebro. Caso contrário, as eventuais disfunções devem ser urgentemente investigadas, a fim de que se detecte o motivo e se determine o tratamento adequado. São essas “disfunções” que podem ser visualizadas através do PESP, como se esse fosse uma verdadeira “ultra-sonografia” do “corpo político-administrativo” do Governo Eduardo.

Mantendo a analogia com a medicina, observemos, então, a “especialidade” que nos compete: o Sistema Penitenciário, para o qual, o Pacto Pela Vida estabeleceu as seguintes metas a serem cumpridas ao longo de SEIS MESES (a partir do seu lançamento):

Equipar unidades prisionais, com substituição de armamento letal por não letal em 80% no interior das unidades prisionais: ao contrário, além de não haver, mesmo no prazo de um ano, ou seja, duas vezes o prazo estabelecido, qualquer investimento em equipamentos para unidades prisionais, ainda, desviou-se 85 mil munições do Sistema Penitenciário (adquiridas ainda no governo anterior) para que se viabilizasse a formação dos PMs concursados, tirando-se, deste modo, do mais pobre para suprir ao mais rico; como fosse um Robin Hood às avessas;

Aperfeiçoar o atendimento sócio-educativo: não houve, ao longo desse ano, nenhuma atividade, ação, iniciativa, etc., visando o aperfeiçoamento sócio-educativo no âmbito do Sistema Penitenciário. Nesse mister, o Sistema Penitenciário, pós PESP, restringiu-se, de forma geral, a manutenção das atividades que vinham sendo desenvolvidas desde o governo anterior;

Compor quadro de servidores da Secretaria de Ressocialização e estimular a valorização profissional através da implantação do plano de cargos, carreiras e vencimentos: Ou seja, pactuou, o governo com a sociedade pernambucana, que EM SEIS MESES a partir o lançamento do PESP “comporia o quadro de servidores” e isto quer dizer: realizaria CONCURSO PÚBLICO; e IMPLANTARIA o PCCV. Não fez uma coisa, nem outra...;

Atualizar o Código Penitenciário Estadual: mesmo sendo uma ação puramente burocrática, o Governo não foi capaz de cumpri-la; nem muito menos demonstra interesse em fazê-lo. De fato, uma iniciativa conjunta entre Ministério Público (através do Centro de Apoio Operacional as Promotorias de Justiça de Defesa da Cidadania) a ONG Serviço Ecumênico nas Prisões e o Sindicato dos Agentes e Servidores no Sistema Penitenciário, abriu a discussão no sentido da atualização do referido código através da realização do fórum de debates sobre o tema, que já aglutina uma dezena de entidades da sociedade civil e do judiciário, interessadas na problemática;

Formar e capacitar os servidores do sistema prisional para atuarem com foco no processo de ressocialização com base na valorização dos Direitos Humanos: não houve, ao longo desse ano, nenhuma capacitação neste sentido ministrada aos servidores do Sistema Penitenciário;

Implantação da Escola Penitenciária para capacitar servidores públicos e disponibilizar formação específica na área do conhecimento penitenciário, bem como a instalação do núcleo de pesquisa sobre o sistema penitenciário: a implantação da Escola Penitenciária foi tão negligenciada que transformou-se num escândalo governamental, quando, através da imprensa, no ano passado, a administração atual e a anterior trocaram acusações sobre a culpa pela perda dos recursos federais para a instalação da “dita cuja”. A administração atual chegou, inclusive, a realizar um evento de lançamento da Escola Penitenciária, num hotel em Boa Viagem, com a presença de Juizes, Diretores do DEPEN, funcionários, etc., mas, de fato, foi só dinheiro público escorrido pelo ralo, pois, a Escola não existe; muito menos o “núcleo de pesquisas” que, sequer, tem previsão de existir;

Priorizar a educação e profissionalização de egressos e detentos: assistimos, na verdade, a maior incidência de rebeliões no período de doze meses, da história de Pernambuco; a maior fuga em massa do norte-nordeste no COTEL e a maior mortalidade de presos em ocorrências violentas do Sistema Penitenciário: só no Aníbal Bruno, no ano de 2007, foram assassinados em disputas internas 63 presos; média de 5, 25 homicídios DENTRO DE UMA UNIDADE PRISIONAL por mês.

Como vemos, então, os fatos apontam para uma clara disfunção do aparelho político-administrativo do Governo Eduardo. No que se refere ao Sistema Penitenciário, o órgão operativo não foi capaz, em um ano, de executar nenhuma das muito modestas metas estabelecidas pelo Executivo para serem cumpridas em seis meses.

Além disso, os indícios colhidos na averiguação do que está PACTUADO entre o Governo e a sociedade e o que o próprio governo vem anunciando para o Sistema Penitenciário, demonstra que o PESP vem sendo desvirtuado daquilo que se havia firmado como compromisso entre Governo e “Sociedade Civil”.

Quando subscreve, junto com a Sociedade Civil, um documento no qual se compromete em construir, ao longo de três anos, “duas penitenciárias (uma de regime fechado e outra de regime semi-aberto) e um Hospital Penitenciário de Custódia e Tratamento Penitenciário (sic) na região metropolitana do Recife, com capacidade para 400 pessoas cada” (PESP, pág. 78), os quais funcionarão em regime de “administração compartilhada” com a(s) Prefeitura(s) e que terão na “iniciativa privada” o “apoio técnico” e, unilateralmente, apresenta, em substituição ao anteriormente pactuado, o projeto de um “Carandiru Pernambucano”, que invés de 400 presos, comportará 3.500, e será administrado exclusivamente por empresas que obtém lucro com a prisão de seres humanos, o Governo não apenas está desrespeitando o próprio “pacto”, mas convertendo-o em fraude; em abuso à confiança dos que com ele sentaram para elaborar o documento que, ao cabo de um ano, apenas demonstra sua incapacidade de cumprir os compromissos por ele mesmo estabelecidos.


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6 de mai. de 2008

Pernambuco e o crime: a carnificina continua

O Recife está entre as cidades com mais alta freqüência de homicídios entre as capitais dos estados brasileiros, é o resultado de pesquisa orientada pelo cientista político Adriano Oliveira, cujos números estão no seu artigo semanal para o blog, postado hoje. São números levantados que indicam que a situação não muda, permanecendo o mesmo quadro aterrador que vem marcando a imagem da nossa capital em todo o país e até mesmo no exterior.

O artigo detalha todo o percurso percorrido pelos pesquisadores, num levantamento efetuado em todas as áreas necessárias para que se formasse um quadro confiável. Portanto é necessário que os interessados leiam o artigo na íntegra para que possam se situar em torno de um problema que insiste em permanecer, por maior que seja o número de medidas anunciadas pelas autoridades no sentido de conter a sangrenta estatística.

Recife é notícia no outro lado do mundo. Mas não há o que se orgulhar

A capital pernambucana virou notícia na imprensa estrangeira. Mas não foi por suas belezas naturais, muito menos pela sua cultura popular, e sim pela violência urbana. O jornal japonês The Japan Times estampou em sua editoria internacional, no último dia 26 de abril, uma foto que mostra moradores do bairro do Coque, na área central da cidade, indiferentes a um corpo estendido no chão.

Na legenda da foto, o jornal traz: "Jovens brasileiros ao redor do corpo de Thiago Franklino de Lima, 21 anos, em um bairro pobre do Recife no começo deste ano. Embora a sangrenta guerra do tráfico do Rio de Janeiro ganhe as manchetes internacionais, Recife, uma cidade de 1,5 milhão de pessoas, é duas vezes mais mortífera, com uma taxa de homicídio de 90,9 pessoas por cem mil habitantes".

5 de mai. de 2008

Policiais e bombeiros militares declaram-se decepcionados com Governo do Estado

Cabos e soldados da Polícia e Corpo de Bombeiros Militar estão decepcionados com o Governo do Estado. É que em abril, o secretário de Administração, Paulo Câmara, prometeu agendar um encontro com o secretário de Defesa Social, Sevilho Paiva, para apresentar uma tabela de proposta de aumento salarial. A reunião, prometida para o final do mês passado, não aconteceu e até agora nenhuma satisfação foi dada a tropa.

"Enquanto os assessores do Governo criam belos anúncios de TV sobre o Pacto pela Vida, para a tropa, a realidade é bem diferente", garante o presidente da Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados, Renílson Bezerra. Segundo ele, os militares estaduais estão sem perspectiva e a esperança de dias melhores, acabou.

As promoções para cabos estão paradas, as promoções para sargentos nem aconteceram, a gratuidade do transporte não foi concedida, 70% dos PMs e BMs estão com cinco meses das gratificações dos convênios atrasadas e a promessa de iniciar as negociações aumento salarial, não aconteceram. Renílson afirma que nenhum item da Pauta de Reivindicações apresentada no ano passado, foi atendido.

A divulgação de um anúncio do Governo do Estado sobre o Pacto pela Vida, aumentou mais ainda a insatisfação da tropa. "Até agora o Pacto pela Vida não saiu do papel. A verdade é que nada foi feito para os policiais e bombeiros militares. A tropa está decepcionada e vem cobrando da entidade, a realização de uma Assembléia Geral o mais rápido possível", informa Renílson.

Alguns municípios do interior do Estado já ameaçam parar suas atividades.

"Diariamente, recebemos telefonemas e e-mails da tropa, cobrando uma posição nossa. Pedimos calma, acreditamos na palavra do secretário de Administração, mas até agora nada sobre a prometida reunião. E quando tentamos marcar com o secretário de Defesa Social, ele está viajando. Acho que o Governador Eduardo Campos nem tem conhecimento da forma como estamos sendo tratados pelos seus assessores", diz Renílson.

Para ele, o fato do secretário Sevilho Paiva ter sido representante de entidade sindical, facilitaria no trato com a tropa. "Acreditávamos que ele saberia compreender melhor nossas necessidades. E tudo uma grande decepção", conclui Renílson.

Só pra deixar claro

Por Eduardo Machado

Há duas semanas, o governador Eduardo Campos foi entrevistado no Programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes de Televisão. O programa começou com uma matéria falando sobre a violência urbana em Pernambuco.

Quando foi falar sobre o assunto, Eduardo Campos invocou o Pacto pela Vida e disse que, pela primeira vez em dez anos, os números de homicídios estavam caindo.
Na semana passada, o assessor para a área de Segurança do governador, José Luiz Ratton, deu várias entrevistas afirmando que, o Pacto pela Vida reverteu uma tendência e que, pela primeira vez nos últimos quatro anos, os números de homicídio estavam caindo.

Nem o governador, nem o seu assessor disseram a verdade. Como mostram os dados acimas (fornecidos pela própria SDS), nos últimos dez anos, a taxa de homicídios em Pernambuco oscilou entre 50 e 58 homicídios por 100 mil habitantes. Em números absolutos foi de 4.174 a 4.709, entre elevações e quedas.

Em 2007, primeiro ano no Governo Eduardo Campos a taxa de homicídios caiu 2%. Após dois anos seguidos de elevação. E não quatro como disse José Luiz Ratton. Nos últimos dez anos, foram registradas quedas nos anos de 99, 2000, 2002, 2004 e não apenas em 2007, como declarou em rede nacional o governador. Só pra deixar claro.

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3 de mai. de 2008

Jason da Mata Norte, facão, Pacto pela Vida e a imagem de Pernambuco no mundo

Jamildo,
Já que você tá chamando o prefeito de Carpina de Jason da Mata Norte, eis aqui uma sugestão para você debater no seu blog.
Veja o que o radialista Denis Araújo disse, em audiência com o governador, sobre a ameaça do prefeito de Carpina: "Estou me sentindo mais seguro porque o Estado agora vai cuidar de minha proteção como cidadão e também como profissional."
Ou Dênis é ingênuo ou um piadista.
A primeira opção, acho que todo mundo já sabe que ele não tem nada de ingênuo.
O fato é que, se o Estado cuidar da segurança dele como cuida da segurança dos pernambucanos, é bom ele começar a calcular quanto vale o seguro de vida ou o preço de imóveis em outra cidade.
A redução de homicídios prometida pelo programa 'Pacto pela Vida' não foi atingida e Pernambuco continua no topo do ranking.
Recentemente (semana passada), Recife foi notícia mundial ao sair numa matéria em vários jornais pelo mundo, via Associated Press, como a cidade onde mais se mata pessoas no mundo.
A repercussão foi tão grande que até jornais do extremo oriente (Índia, China, Japão etc.) publicaram a matéria da Associated Press, que foi feita aqui mesmo, no Recife, entrevistando várias famílias da periferia e da classe média. Fora os principais jornais americanos e europeus.
Abraço, Paulo

2 de mai. de 2008

Manifesto na orla denuncia violência

Organizações espalharam, na Praia de Boa Viagem, 500 sacos de lixo como corpos cobertos, simbolizando 1.519 homicídios registrados no Estado, este anoQuem foi à Praia de Boa Viagem, no início da manhã de ontem, deparou-se com uma cena inusitada: 500 sacos de lixo cheios de areia, enfileirados como corpos cobertos, simbolizavam os 1.519 homicídios registrados no Estado, nos primeiros quatro meses do ano.
A manifestação, organizada pelos Movimentos Recife pela Paz e Rio de Paz, tenta mobilizar a população para a criação de medidas que possam reduzir os índices de violência, que colocam a capital pernambucana como a mais violenta do País. A cidade tem 90,5 homicídios por 100 mil habitantes, segundo o último Mapa da Violência nos Municípios. Protesto semelhante foi realizado há uma semana, no Aterro do Flamengo, na capital fluminense.


“É impactante passar pela praia e ver essa representação das vítimas. Nos ajuda a refletir sobre um problema gravíssimo da sociedade, que até hoje não conseguimos resolver”, comentou o administrador de empresas Ernesto Amarante. “Provoca uma sensação de revolta. Você não tem mais segurança, sai para trabalhar e não sabe se retorna. Para quem tem filhos, então, é um pesadelo vê-los sair à noite. Acho que é a maneira ideal de chamar a atenção de todos”, disse o consultor Sérgio Aragão Pereira Júnior.

Junto aos “corpos”, a identificação de algumas das vítimas e a data em que foram assassinadas ajudavam quem passava no local a tratar cada um dos sacos como uma história de vida interrompida. Nomes como o de Edvaldo José da Silva, morto a tiros em Lagoa do Carro, Agreste, na última quarta-feira. De Amaro Bernardo da Silva, assassinado a facadas em Santa Cruz do Capibaribe, também no Agreste, na madrugada de ontem. E de Luciana Alves Alencar, morta pelo companheiro em Ouricuri, Sertão, no último dia 26 de abril.

O presidente da organização Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, fez duras críticas ao governo federal pela incapacidade de tratar o tema da violência de maneira efetiva. “Observamos diariamente o presidente comemorar o avanço da economia. Acho que dentro do contexto de violência existente no Brasil, não há motivo para nenhum tipo de celebração”, ponderou.

OUTROS ATOS

Em junho do ano passado manifestação semelhante foi realizada em Boa Viagem, pelo Movimento Rio de Paz. Na ocasião, várias cruzes foram fincadas para simbolizar os 1.714 mortos registrados até o início daquele mês em 2007. Em Brasília, na mesma época, a organização pendurou 15 mil lenços em um varal em frente ao Congresso Nacional, representando as 15 mil vítimas assassinadas em todo o País, até o início daquele mês. Após desmancharem o varal, os lenços foram enviados aos parlamentares.